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Diante do processo de crescimento econômico os padrões de vida da população deveriam passar por transformações estruturais, culturais e institucionais. No atual cenário da economia nacional, como já é de largo conhecimento, o Estado de Goiás tem sobressaído ao apresentar contínuo crescimento econômico. Mas, o mais importante, há fortes indícios de que crescimento e desenvolvimento econômico caminham juntos no Estado. O fato é que mudanças estruturais vêm ocorrendo nas atividades produtivas, implicando melhoria no bem-estar da população goiana. O desempenho de alguns indicadores confirma esse ambiente de progresso conquistado, como a elevação do estoque de emprego, a expansão da produtividade do trabalho entre outras conquistas sociais. O Produto Interno Bruto goiano cresceu no período de 2003 a 2014 a uma taxa média anual de 4,8%, superior à registrada para a economia brasileira, de 3,6%. Estimativas do Instituto Mauro Borges (IMB) apontam para um PIB de R$ 148 bilhões em 2014. Este bom desempenho propiciou avanços significativos de participação no PIB nacional e inseriu Goiás no seleto grupo dos dez Estados mais ricos do País. Goiás é a nona economia brasileira. Este progresso na economia goiana é fruto de investimentos privados, contínuos, e apoio do governo em todos os setores produtivos, com destaque para as atividades agropecuárias e minerais voltadas para a produção de commodities.

No mesmo período, houve também significativa melhoria no PIB per capita em Goiás, que chegou em 2012 ao valor de R$ 20.134,26, ante R$ 7.936,91 de 2003. Entretanto, o crescimento ainda não foi suficiente para alcançar a média nacional, de R$ 22.645,86, consistindo assim o PIB per capita, em um dos poucos indicadores em que o Estado fica abaixo da média nacional. O avanço desse indicador é resultado do crescimento da economia a taxas superiores ao crescimento da população. Ocorre que Goiás vem apresentando taxas geométricas de crescimento da população sempre acima da média nacional. No período de 2003 a 2012, essas taxas resultaram em 1,5 e 1,0, respectivamente. Contudo, Goiás teve avanço de uma posição no ranking dos Estados com maior PIB per capita, em 2011, passando assim a se posicionar como o 11º PIB per capita do país. Dentre os setores que compõem o PIB goiano, no período de 2003-2014, Goiás se destaca com maior expansão no setor da agropecuária que, em volume teve variação média anual de 5,2%. Isso ocorreu graças ao processo de modernização agrícola, que a partir dos anos 1980, fez com que Goiás passasse a ganhar importância e dinamismo, principalmente na atividade agropecuária, em função da maior produção agrícola, da diversificação de culturas e do aumento de produtividade.

Neste setor da economia, Goiás figura entre os maiores produtores em nível nacional de soja (3º), sorgo (1º), milho (3º), feijão (3º), cana-de-açúcar (3º) e algodão (3º). Na pecuária, o Estado é destaque em rebanho bovino (3º) e na produção de leite (4º). A produção de suínos e frangos também tem ganhado importância, principalmente após a criação de complexo agroindustrial no município de Rio Verde e região a partir de 2001. Embora com crescimento menor do que as demais atividades, a indústria nos últimos anos tem
alterado a estrutura produtiva da economia goiana, com a indústria de transformação ganhando participação entre os setores econômicos. As indústrias do ramo alimentício, farmacêutico e, recentemente, a cadeia produtiva sucroalcooleira e automotiva, têm impulsionado o setor industrial de Goiás. Essas mudanças realocaram espacialmente a produção industrial no Estado, com a formação de pólos industriais como os existentes em Anápolis e Catalão. Já a indústria sucroalcooleira teve disseminação maior, ao alcançar uma quantidade superior de municípios e fortalecer as economias locais. O setor de serviços ainda é o maior gerador de renda e empregos no Estado. Nessa atividade, o comércio tem peso relevante na eco

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